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LEVANTAMENTO DA AESA COMPARA VOLUMES DE RESERVATÓRIOS DO SERTÃO

A comparação de volumes de alguns reservatórios do Sertão da Paraíba mostra comportamentos diferentes no armazenamento de água ao longo de três anos consecutivos. Os dados analisam registros de março de 2024, 2025 e 2026, a partir do monitoramento realizado pela Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa). No Açude Cachoeira da Vaca, em Cachoeira dos Índios, o volume passou de 32,14% em 2024 para 57,12% em 2025 e chegou a 102,42% em 2026, indicando aumento no armazenamento ao longo do período analisado. No Açude Engenheiro Avidos, em Cajazeiras, o percentual registrado em 2026 é de 20,9%, abaixo dos 33,8% observados em 2024 e 2025. O reservatório tem papel estratégico na gestão hídrica do Sertão por ser o primeiro da Paraíba a receber as águas do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco (Pisf). Já o Açude Farinha, em Patos, apresentou crescimento no volume armazenado em 2026, com 87,5%. Nos anos anteriores, os percentuais foram de 47,78% em 2024 e 24,45% em 2025. O levantamento considera dados coletados entre 1º e 30 de março nos anos de 2024 e 2025. Para 2026, o recorte corresponde ao período de 1º a 10 de março, conforme os registros mais recentes do monitoramento da Aesa. As variações observadas refletem a dinâmica natural dos mananciais, que respondem de forma diferente às chuvas registradas em cada bacia hidrográfica. Fatores como a distribuição das precipitações e as características das áreas de captação influenciam diretamente na recuperação dos volumes.

BALANÇO PLUVIOMÉTRICO DE FEVEREIRO DESTACA VOLUMES DE CHUVA NO SERTÃO

Fevereiro foi marcado por volumes expressivos de chuva em diferentes regiões da Paraíba. De acordo com os dados da rede de monitoramento da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa), entre 1º e 28 de fevereiro, os maiores acumulados foram registrados principalmente no Alto Sertão e no Sertão. Cajazeiras lidera o ranking, com 603,1 mm no período, seguida por Bom Jesus (469,3 mm) e Santa Helena (461,8 mm). Confira abaixo outros municípios registrados na Paraíba em fevereiro de 2026, segundo dados da Aesa. Município/Posto Região Pluviométrica 02/2026 (mm) Climatologia (mm) Desvio (mm) Desvio (%) Cajazeiras Alto Sertão 603,1 183,7 419,4 228,3 Bom Jesus Alto Sertão 469,3 166,2 303,1 182,4 Santa Helena Alto Sertão 461,8 150,3 311,5 207,3 Sousa Alto Sertão 436,2 157,4 278,8 177,1 São José da Lagoa Tapada Alto Sertão 434,8 197,7 237,1 119,9 Cajazeiras / Açude Engenheiro Ávidos Alto Sertão 409,5 167,2 242,3 144,9 Carrapateira Alto Sertão 388,6 172,1 216,5 125,8 Teixeira Sertão 388,6 136,7 251,9 184,3 Quixaba Sertão 380,4 124,4 256,0 205,8 Sousa / São Gonçalo Alto Sertão 376,1 173,0 203,1 117,4

Volumes dos principais açudes da Paraíba em 2026

A variação nos volumes dos principais reservatórios da Paraíba neste início de ano reflete o período de menor incidência de chuvas no estado e as características específicas de cada bacia hidrográfica, conforme dados oficiais da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa). O comparativo entre janeiro e fevereiro de 2024, 2025 e 2026 indica oscilações naturais nos volumes, com comportamento compatível com a estação. Em 2026, os percentuais observados estão dentro do padrão esperado para o período, com acompanhamento técnico permanente. O açude Coremas apresenta variação em relação aos anos anteriores, enquanto o reservatório Epitácio Pessoa, em Boqueirão, mantém percentual semelhante ao registrado em 2024. Já o açude Mãe d’Água tem comportamento influenciado pela distribuição das chuvas na bacia de captação. Para o técnico em Recursos Hídricos da Aesa, André Veloso, a oscilação é natural e esperada: “Já enfrentamos períodos com escassez mais prolongada e volumes inferiores aos atuais. A recuperação dos mananciais depende da distribuição das chuvas, o que pode fazer com que reservatórios próximos respondam de forma diferente”. O monitoramento dos reservatórios segue contínuo em todo o estado, e a população pode acompanhar boletins e dados atualizados nos canais oficiais da Aesa.

AESA ALINHA PLANEJAMENTO DE 2026 COM GERENTES E REGIONAIS

A Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa) realizou reunião para alinhamento do calendário e das demandas do Plano Estadual de Recursos Hídricos (FERH), com foco no planejamento para 2026, reunindo todos os gerentes da Aesa e das regionais. As ações fazem parte de um conjunto de reuniões voltadas à melhoria dos processos internos da Agência, incluindo o aprimoramento dos relatórios técnicos e o aumento da clareza na prestação de contas ao final do ano. A iniciativa reforça o compromisso institucional da Aesa em qualificar a gestão e aprimorar o serviço prestado, garantindo maior eficiência no atendimento às demandas da população.

FISCALIZAÇÃO NOTIFICA AQUICULTORES NO RIO PARAÍBA, EM MOGEIRO

A Gerência de Fiscalização da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa) realizou, em janeiro, uma operação no Rio Paraíba, na região de Mogeiro. A ação resultou na notificação de aquicultores por construções de barramentos em trechos do manancial, nos quais captam água do rio para o cultivo, manejo e criação de organismos aquáticos. Os responsáveis foram formalmente notificados para realizar o desfazimento das estruturas, sob pena de sanções administrativas e ambientais, conforme o Manual de Fiscalização da Aesa. Segundo o subgerente de fiscalização, André Quirino, o barramento físico interfere diretamente na dinâmica do rio. “Essas estruturas retardam o fluxo natural da água, favorecem o acúmulo de sedimentos no leito, reduzem a profundidade, a calha e a capacidade de vazão do rio, o que aumenta o risco de inundações em períodos de chuva e pode comprometer o abastecimento público de cidades vizinhas”, explicou.

AESA REALIZA REUNIÃO TÉCNICA PARA CONSOLIDAÇÃO DA PREVISÃO CLIMÁTICA TRIMESTRAL

A Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa) realizou, no dia 18 de dezembro, reunião técnica com instituições e centros de meteorologia do Nordeste para a elaboração da Previsão Climática por consenso do trimestre janeiro, fevereiro e março de 2026. Na reunião, foram analisados campos atmosféricos, oceânicos e as condições hidrológicas sobre o Nordeste do Brasil, enfocando, em particular, o estado da Paraíba. Como resultado, o consenso técnico aponta um cenário climático com precipitações pluviométricas de normal a abaixo da média para a região semiárida da Paraíba, regiões do Cariri, Curimataú e Sertão, considerando a variabilidade característica da estação, já que nessas regiões se inicia o período mais chuvoso. Nas demais regiões do estado, Agreste, Brejo e Litoral, as perspectivas ainda permanecem em torno da climatologia do período. As informações produzidas durante a reunião subsidiam o acompanhamento hidrometeorológico, o planejamento institucional e a atuação preventiva dos órgãos que integram o sistema de monitoramento climático no estado.

VERÃO PARAIBANO 2025/2026: AESA DETALHA PREVISÃO DE TEMPERATURAS E CHUVAS

por Ester Varelo O verão 2025/2026, que teve início no Brasil neste domingo (21) às 12h03 (horário de Brasília) e segue até 20 de março de 2026, deve ser marcado na Paraíba por temperaturas elevadas e chuvas entre normal e abaixo da média histórica, sobretudo nas regiões do interior do estado, de acordo com os prognósticos climáticos elaborados pela Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa). As temperaturas mais elevadas são esperadas no Sertão e no Alto Sertão paraibano, onde os termômetros podem atingir até 38°C durante as tardes. No Litoral, as temperaturas devem variar entre 25°C e 32°C. Nas demais regiões do estado, as médias previstas são de 23°C a 38°C no Sertão e Alto Sertão, 22°C a 34°C no Cariri e Curimataú, 22°C a 31°C no Agreste e 22°C a 30°C no Brejo. Quanto às chuvas, a tendência é de precipitações com distribuição variável ao longo da estação, com volumes concentrados em curtos períodos e intervalos mais prolongados de tempo seco. Esse comportamento está associado à atuação dos principais sistemas atmosféricos que influenciam o clima da Paraíba durante o verão, conforme análise técnica da Aesa. Segundo a meteorologista da Aesa, Marle Bandeira, os principais sistemas que influenciam o regime de chuvas do verão na Paraíba são os Vórtices Ciclônicos de Altos Níveis (VCANs) e a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT). “No início do verão, entre dezembro e janeiro, a atuação dos VCANs favorece as primeiras ocorrências de chuva no estado. A partir de fevereiro, a ZCIT tende a atuar de forma mais efetiva, assumindo papel determinante na distribuição das precipitações na Paraíba”, explica. Diante desse cenário, a Paraíba tende a apresentar condições típicas da estação, como o calor intenso e a variabilidade das chuvas. A Aesa realiza o monitoramento diário das condições meteorológicas e hidrológicas no estado, com a divulgação de boletins e avisos que auxiliam no planejamento de atividades e na adoção de medidas preventivas ao longo do período.

FISCALIZAÇÃO DA AESA INTENSIFICA CONTROLE DO USO DA ÁGUA NO SERTÃO

A Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa), por meio da Gerência de Fiscalização, realizou em novembro ações de controle do uso da água em Cajazeiras, Santana dos Garrotes e Aguiar. As atividades integram o conjunto de 2.620 ações fiscalizatórias realizadas pela Aesa em 2025, no período de janeiro até o final de outubro, quando foi feito o levantamento. As ações incluem reuniões com usuários outorgados do açude Vídeo, em Cajazeiras, para apresentação do automonitoramento do uso da água, que prevê controle individual do consumo e envio mensal da Informação de Volume de Água Consumida (IVAC), além de fiscalizações no açude Queimadas e orientações a usuários de poços em Aguiar para regularização de licenças e outorgas. “O automonitoramento permite manter o consumo dos recursos hídricos sob controle, equilibrando demanda e oferta com mais segurança”, afirmou o gerente de Fiscalização da Aesa, Pedro Freire.  

CERH-PB encerra 2025 com balanço da gestão hídrica

O Conselho Estadual de Recursos Hídricos da Paraíba realizou, em 10 de dezembro, a 72ª Reunião Ordinária do CERH, última de 2025. A pauta marcou a posse de novos conselheiros e a apresentação do Relatório Anual da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa). O relatório foi apresentado pela gerente de Planejamento e Recursos Hídricos da Aesa, Ana Emília. Ela destacou que os dados consolidados no documento refletem o período até o fim de outubro, prazo em que foi possível condensar as informações e estruturar o relatório. O conteúdo reforça a integração do Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos, com atuação articulada entre órgão coordenador, instância normativa, órgão gestor e comitês de bacias. Até outubro de 2025, a Aesa emitiu 5.219 outorgas de uso da água e 1.329 licenças de obras hídricas. Foram realizadas 114 fiscalizações em segurança de barragens, elaborados 21 planos de segurança e executadas 2.620 ações fiscalizatórias. O órgão também promoveu 1.757 capacitações certificadas. A reunião também trouxe a apresentação dos relatórios finais dos Planos de Recursos Hídricos das Bacias Hidrográficas Litorâneas, elaborados pela empresa Água e Solo Estudos e Projetos, além do parecer da Câmara Técnica de Gestão Integrada (CTGI). Encerrando a pauta, foi apresentada uma prévia da etapa final das Consultas Públicas do Plano de Recursos Hídricos da Bacia do Rio Paraíba (PRH-RPB), concluída no dia 11, após três dias de atividades em Campina Grande, João Pessoa e Monteiro. O plano é coordenado pela Aesa e elaborado pela Companhia Brasileira de Projetos e Empreendimentos (Cobrape), com foco nos programas estruturantes e no Manual Operativo (Mop).

RIO PARAÍBA: PLANO DE RECURSOS HÍDRICOS AVANÇA APÓS ENCERRAMENTO DAS CONSULTAS

por Ester Varelo  A etapa final das Consultas Públicas do Plano de Recursos Hídricos da Bacia do Rio Paraíba (PRH-RPB) foi concluída nesta quinta-feira, após três dias de atividades em Campina Grande, João Pessoa e Monteiro. O plano, coordenado pela Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa) e elaborado pela Companhia Brasileira de Projetos e Empreendimentos (Cobrape), apresentou os programas estruturantes e o Manual Operativo (Mop), promovendo o diálogo entre técnicos e participantes. Os encontros reuniram representantes de diferentes setores, incluindo órgãos públicos, empresas, universidades e a sociedade civil. Entre os temas discutidos estavam o uso racional da água, a segurança hídrica, a compatibilidade entre oferta e demanda e as projeções de consumo futuras. Para complementar as contribuições, os participantes responderam a um questionário da Cobrape, que permitiu mapear as prioridades de cada área do plano. Para o diretor-presidente da Aesa, Porfírio Loureiro, o processo de consultas fortalece a base técnica do plano e aumenta a transparência. “Esse processo nos permitiu consolidar informações estratégicas que aprimoram nosso diagnóstico e orientam ações estruturantes, fortalecendo a governança e qualificando as decisões sobre o uso e a gestão da água na bacia”, afirmou. O diretor de Gestão e Apoio Estratégico da Aesa, Waldemir Azevedo, destacou a importância do Manual Operativo. “O Mop organiza as prioridades, indicando o que pode ser executado imediatamente, o que pode ser viabilizado mais facilmente e o que deve ser desenvolvido ao longo dos próximos 20 anos, garantindo que as ações do plano sejam implementadas de forma efetiva”, explicou. Durante a programação, em Campina Grande, foi realizada a 2ª Reunião Ordinária de 2025 do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba (CBH-PB), dedicada a acompanhar as ações em andamento na gestão da bacia, que abrange 85 municípios, e a alinhar os próximos passos do plano. Com o encerramento das consultas públicas, o PRH-RPB entra na fase de consolidação técnica, antes de ser apresentado ao Comitê da Bacia e ao Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CERH-PB) para aprovação. O site oficial do plano (planorioparaiba.com.br) continua disponível para contribuições, e a conclusão está prevista para o primeiro semestre de 2026.

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