Aesa promove curso de capacitação sobre Controle de Poluição Difusa

A Agência de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa) promoveu o curso de capacitação “Controle de Poluição Difusa”. O evento contou com a participação do professor José Etan de Lucena Barbosa, diretor do Instituto Nacional do Semiárido (INSA), que apresentou um diagnóstico detalhado sobre a saúde dos corpos hídricos do estado e os desafios impostos pela ocupação das bacias hidrográficas. Durante a aula, o professor Etan diferenciou a poluição pontual — de origem específica e identificável, como esgotos domésticos — da poluição difusa, que é resultante do carregamento de poluentes pela chuva e pelo vento sobre o solo. Esta última representa o maior desafio para a gestão, sendo alimentada principalmente por fertilizantes, agrotóxicos e resíduos da pecuária. Segundo dados apresentados, em bacias do semiárido, mais de 95% do fósforo (o principal impulsionador da poluição por eutrofização) tem origem antrópica, vindo majoritariamente da pecuária bovina e de culturas como milho e feijão. “A poluição difusa é de origem ampla, impacto progressivo e efeitos duradouros”, afirmou o professor. Durante o evento o diretor-presidente da Aesa, Porfírio Catão Cartacho Loureiro, aproveitou o encontro para anunciar a assinatura do contrato para o Enquadramento dos Corpos Hídricos da Paraíba. Este instrumento de gestão definirá as metas de qualidade de água que o estado pretende atingir no futuro. “Falar de qualidade de água e de como controlar a poluição é fazer gestão de recursos. A gestão não é só quantidade, é qualidade”, destacou Loureiro. O curso também ressaltou a importância da recuperação de matas ciliares e áreas de preservação permanente. Dados apresentados mostram que quanto maior a cobertura florestal de uma bacia, menor é o custo de tratamento da água para as companhias de saneamento. Iniciativas como os programas Nascentes Vivas e Corredor das Águas foram citadas como ações estratégicas do Governo da Paraíba para reverter o passivo ambiental e garantir a segurança hídrica.
Aesa apresenta sistema de monitoramento para estudantes do IFPB

Estudantes e professores do IFPB, campus João Pessoa, realizaram no dia 13 de maio de 2026 uma visita técnica à sede da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (AESA), em Campina Grande, para conhecer de perto o sistema de monitoramento meteorológico e hidrológico desenvolvido pela Gerência de Hidrometeorologia e Eventos Extremos (GHEE). A atividade teve como foco o portal SEIRA, ferramenta estratégica para acompanhamento de riscos agrohidroclimáticos no estado. Intercâmbio técnico Durante a visita, os participantes foram recebidos pela subgerente de Meteorologia, Carmem Terezinha Becker, e pelo subgerente de Monitoramento Quali-Quantitativo, Wellington Barbosa, que apresentaram a estrutura da GHEE, suas competências e as principais atribuições da equipe. A programação também abordou as ações realizadas no monitoramento de tempo e clima, além do acompanhamento hidrológico em seus aspectos quantitativos e qualitativos. Conhecimento aplicado A iniciativa buscou aproximar a formação acadêmica da prática profissional, permitindo aos alunos compreenderem o funcionamento dos sistemas usados no acompanhamento de condições meteorológicas e hídricas na Paraíba. Segundo a programação da atividade, a visita teve carga horária de três horas e foi realizada de forma presencial, no período da tarde. Destaque para o SEIRA Um dos pontos centrais da agenda foi a apresentação do Sistema Estadual de Informações de Riscos Agrohidroclimáticos (SEIRA), plataforma que reúne dados e informações essenciais para o monitoramento e a tomada de decisões em situações ligadas ao clima e à disponibilidade hídrica. A experiência reforçou a importância da integração entre ensino, pesquisa e instituições públicas de referência na área.